





Please, carry me to the door!/variações de penumbra
vivo em espanha, onde as pessoas invadem, da mesma forma que no porto, a vida dos outros.
tenho o estômago apertado e caminho na posição oposta, porém correcta.
ouço música sozinha.
toco piano com as duas mãos, pé direito e joelho esquerdo dobrado, suportando o coração que vai rebentando, todos os dias com o peito.
Enrolo e encaracolo as mãos. Questiono e aprendo a cada momento.
Já não sou eu, não é ninguém - somos vento.
o público desloca-se em linha, todos na mesma direcção. o olhar persegue.
vendo-me de forma envergonhada.
espero por acções q ainda fazem sentido.
entristeço-mo ouvindo amigos dissecar arte.
perco o rumo do meu corpo. esta energia é exagerada, vem como lufadas de ar, tanto amassa como estrilha. energia em demasia para um corpo só.
a próxima vez serão muitos corpos no espaço. talvez de um para treze, catorze, ou quinze.
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